{"id":235,"date":"2018-10-15T12:02:35","date_gmt":"2018-10-15T12:02:35","guid":{"rendered":"http:\/\/greensolrn.com.br\/?p=235"},"modified":"2018-10-15T12:04:27","modified_gmt":"2018-10-15T12:04:27","slug":"uso-de-energia-solar-avanca-no-brasil-e-atrai-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/greensolrn.com.br\/index.php\/2018\/10\/15\/uso-de-energia-solar-avanca-no-brasil-e-atrai-empresas\/","title":{"rendered":"Uso de energia solar avan\u00e7a no Brasil e atrai empresas"},"content":{"rendered":"<p><strong>De 2013 para c\u00e1, n\u00famero de instala\u00e7\u00f5es de \u2018microgera\u00e7\u00e3o\u2019 de energia subiu de 23 para 31 milh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>O empres\u00e1rio Luiz Figueiredo usou 1.150 pain\u00e9is solares para cobrir o lago de sua fazenda e gerar a pr\u00f3pria energia. O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas no teto de sua casa e ficou livre da conta de luz. No Rio, uma escola cobriu o telhado com 50 pain\u00e9is e agora produz metade da energia que consome. Iniciativas como essas come\u00e7aram a se espalhar pelo pa\u00eds e t\u00eam garantido uma escalada dos projetos de microgera\u00e7\u00e3o de energia solar no Brasil.<\/p>\n<p>Dados da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) mostram que, de junho de 2013 para c\u00e1, o n\u00famero de conex\u00f5es de microgera\u00e7\u00e3o de energia subiu de 23 para 30.900 &#8211; sendo 99% desse montante de energia solar. Mais de dois ter\u00e7os das liga\u00e7\u00f5es foram feitas por consumidores residenciais. Eles veem nos pain\u00e9is solares uma sa\u00edda para ficarem menos vulner\u00e1veis ao encarecimento da energia el\u00e9trica no Brasil, cujo custo tem subido bem acima da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A exemplo do que ocorreu com a energia e\u00f3lica, as &#8220;microusinas&#8221; solares s\u00f3 ficaram acess\u00edveis a uma parte da popula\u00e7\u00e3o, com o barateamento dos equipamentos, quase todos importados. Hoje, para instalar um sistema solar numa resid\u00eancia m\u00e9dia, o consumidor vai gastar cerca de R$ 20 mil. Ainda n\u00e3o \u00e9 um custo que esteja ao alcance da maioria dos brasileiros, mas os progn\u00f3sticos para o futuro s\u00e3o positivos.<\/p>\n<p>Apesar da alta do d\u00f3lar, que tem reflexo direto no custo dos projetos, mudan\u00e7as nas diretrizes e pol\u00edticas de alguns pa\u00edses, que est\u00e3o reduzindo os subs\u00eddios \u00e0 fonte solar, come\u00e7am a derrubar o pre\u00e7o dos equipamentos, afirma o presidente daAssocia\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Essas altera\u00e7\u00f5es v\u00e3o elevar os estoques no mundo e o Brasil pode se beneficiar do movimento.<\/p>\n<p>Mas, independentemente do atual momento conjuntural, as previs\u00f5es para a energia solar no Brasil s\u00e3o promissoras por outros fatores. Recentemente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social(BNDES) deu um empurr\u00e3o no setor ao decidir financiar pessoas f\u00edsicas interessadas em microgera\u00e7\u00e3o de energia solar. O empr\u00e9stimo tem taxas que variam de 4,03% e 4,55% ao ano, prazo de car\u00eancia de 3 a 24 meses e 12 anos para pagar. &#8220;\u00c9 uma linha que representa um marco hist\u00f3rico para o setor&#8221;, diz Sauaia.<\/p>\n<h3>Clima<\/h3>\n<p>Do ponto de vista clim\u00e1tico, as condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o favor\u00e1veis, uma vez que a irradia\u00e7\u00e3o solar no pa\u00eds \u00e9 ideal para a produ\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. Essa vantagem aliada ao fato de que no futuro os consumidores estar\u00e3o cada vez mais aptos a gerar a pr\u00f3pria energia tem provocado uma corrida das empresas para conquistar um peda\u00e7o desse mercado, que ainda engatinha no pa\u00eds.De olho nesse fil\u00e3o, as distribuidoras de energia, que hoje fazem a intermedia\u00e7\u00e3o entre geradores e consumidores, decidiram criar novas empresas com foco na microgera\u00e7\u00e3o pegando carona no sucesso de companhias independentes que vinham surfando nessa onda sozinhas.<\/p>\n<p>No ano passado, a CPFL Energia criou a marca Envo, para trabalhar o varejo. Por enquanto, a prioridade est\u00e1 nos arredores de Campinas, principal \u00e1rea de concess\u00e3o do grupo. S\u00f3 no primeiro ano de atua\u00e7\u00e3o, a companhia j\u00e1 atendeu 365 clientes. &#8220;S\u00e3o consumidores com perfis diferentes. Temos aposentados de olho na redu\u00e7\u00e3o da conta de luz e pessoas mais jovens que defendem um papel mais sustent\u00e1vel da sociedade&#8221;, afirma a vice-presidente de Opera\u00e7\u00f5es de Mercado do grupo, Karin Luchesi.<\/p>\n<p>Outro grupo que aposta no avan\u00e7o desse mercado \u00e9 a francesa Engie, dona da ex-Tractebel (distribuidora de Santa Catarina). A companhia comprou uma empresa de projetos e instala\u00e7\u00e3o de sistemas solares em 2016 e desde ent\u00e3o o neg\u00f3cio n\u00e3o para de crescer.Em 2013, a empresa fez 200 sistemas; neste ano, cerca de 1.900, afirma o diretor de solu\u00e7\u00f5es da Engie, Leonardo Serpa. &#8220;O modelo de gera\u00e7\u00e3o vem passando por grande transforma\u00e7\u00e3o no mundo, agora com foco maior na gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda (microgera\u00e7\u00e3o) e n\u00e3o mais na centralizada (grandes projetos).&#8221;<\/p>\n<h3>Redu\u00e7\u00e3o na conta de luz<\/h3>\n<p>A possibilidade de gerar a pr\u00f3pria energia el\u00e9trica e ao mesmo tempo reduzir a despesa mensal levou o consultor de im\u00f3veis Carlos Tabacow a investir nos pain\u00e9is solares e praticamente zerar a conta de luz. Antes da instala\u00e7\u00e3o do sistema, ele gastava mensalmente cerca de R$ 600. Agora paga apenas R$ 40 pelo custo da distribuidora. &#8220;Em sete anos, terei retorno do investimento feito&#8221;, calcula o consumidor, que v\u00ea na microgera\u00e7\u00e3o um caminho sem volta. &#8220;No futuro, n\u00e3o vamos mais depender de concession\u00e1ria. Cada um vai gerar a pr\u00f3pria energia.&#8221;<\/p>\n<p>Na Fazenda Figueiredo, em Cristalina, o projeto do agricultor Luiz Figueiredo n\u00e3o \u00e9 suficiente para abastecer todo o consumo propriedade. Mas o projeto virou uma refer\u00eancia no mercado. As 1.150 placas solares cobrem boa parte do lago formado com \u00e1gua das chuvas e, al\u00e9m de produzir energia, ajudam a reduzir a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua &#8211; usada para irriga\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de seca. &#8220;O governo j\u00e1 demonstrou interesse em replicar o modelo num trecho de eleva\u00e7\u00e3o da Transposi\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco&#8221;, disse Figueiredo, que gastou R$ 2 milh\u00f5es no projeto.<\/p>\n<p>Apesar do consumo da fazenda ser quatro vezes maior \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do sistema, ele afirma que tem conseguido fazer uma boa economia. &#8220;S\u00f3 com a bandeira vermelha (uma tarifa extra), meu gasto com a conta de luz sobe R$ 20 mil por m\u00eas.&#8221; Figueiredo planeja construir novas plantas solares. &#8220;Mas gosto de fazer tudo com o p\u00e9 no ch\u00e3o, aos poucos.&#8221;<\/p>\n<h3>Gera\u00e7\u00e3o remota<\/h3>\n<p>Ao contr\u00e1rio do fazendeiro, que tem espa\u00e7o de sobra para instalar novos m\u00f3dulos fotovoltaicos, muitos consumidores t\u00eam limita\u00e7\u00f5es de \u00e1rea. E \u00e9 nesse grupo de consumidores que muitas empresas est\u00e3o de olho. A nova tend\u00eancia \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o remota. Uma empresa investe e constr\u00f3i uma planta maior numa \u00e1rea e aluga para consumidores que estejam na mesma regi\u00e3o de concess\u00e3o. A ideia \u00e9 que esse valor que ser\u00e1 pago pelo cliente fique bem abaixo do que ele paga na conta de luz.<\/p>\n<p>A Solar Grid, por exemplo, est\u00e1 finalizando um projeto em Janu\u00e1ria, em Minas Gerais, para atendera uma das maiores redes de escolado Estado .&#8221;N\u00f3s investimos no projeto e garantimos a entrega da energia. Do outro lado, o consumidor tem desconto de at\u00e9 50% (em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 conta de luz) num contrato de 10 a 15 anos&#8221;, afirma o diretor da empresa, Digo Zaverucha. A empresa tem 500 projetos instalados no Pa\u00ed se 150 em negocia\u00e7\u00e3o, sendo metade referente a esse novo modelo de neg\u00f3cio em S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e na Regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p>A concorrente Capitale Energia tamb\u00e9m tem projetos nesse formato. A empresa desenvolve um empreendimento fotovoltaico, de 1 megawatt (MW), que come\u00e7ar\u00e1 a ser constru\u00eddo em dois meses e entrar\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o em 10 meses. Essa unidade dever\u00e1 atender 350 pontos de consumo.<\/p>\n<p>O grupo tamb\u00e9m tem projetos com base em outras fontes de energia, como h\u00eddrica, na modalidade arrendamento. &#8220;Esse \u00e9 um mercado que tem de ser incentivado e regulado, pois d\u00e1 acesso a um n\u00famero muito maior de consumidores&#8221;, afirma o s\u00f3cio-fundador da empresa, Daniel Augusto Rossi. CPFL e Engie tamb\u00e9m entraram nesse nicho de mercado.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos num ritmo vertiginoso de crescimento do setor, mas temos de considerar que partimos de uma base pequena e temos em nosso horizonte um mercado de 83 milh\u00f5es de consumidores. Ou seja, ainda atingimos um universo muito pequeno&#8221;, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Isso significa, por outro lado, uma grande oportunidade de neg\u00f3cio para empresas que j\u00e1 est\u00e3o aqui e para estrangeiras.<\/p>\n<p><em>(FOTO: ROBERT NICKELSBERG\/GETTY IMAGES)<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong><\/em><a href=\"https:\/\/epocanegocios.globo.com\/Economia\/noticia\/2018\/07\/uso-de-energia-solar-avanca-no-brasil-e-atrai-empresas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><strong>EpocaNegocios.globo.com<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2013 para c\u00e1, n\u00famero de instala\u00e7\u00f5es de \u2018microgera\u00e7\u00e3o\u2019 de energia subiu de 23 para 31 milh\u00f5es. O empres\u00e1rio Luiz Figueiredo usou 1.150 pain\u00e9is solares para cobrir o lago de sua fazenda e gerar a pr\u00f3pria energia. 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